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Relação Homem com Animais

Sempre pensei em escrever algo sobre a relação do homem com os animais de estimação. Acho que chegou o momento de, como psicóloga, abordar este tema.

Como pessoa, eu Talita, além de resgatar animais, virei Babá Pet nas horas vagas para me ajudar financeiramente e por gostar muito de animais.

Pois bem, existem inúmeras pesquisas que comprovam que a relação entre os seres humanos e os animais de estimação traz inúmeros benefícios. Algumas pesquisas dizem até que pessoas que convivem com animais têm um gasto significativamente menor em medicação, em outras palavras vivem mais e melhor. Tenho plena convicção que a convivência com animais é benéfica, funcionando quase que como um antídoto para doenças.

Somos seres singulares e nosso relacionamento com outros seres humanos nem sempre ocorrem sem dificuldades. Relações humanas desgastantes, vida intensa de trabalho, dentre outros fatores de stress são desencadeantes de um conjunto de sintomas (enxaquecas, sinusites, dor no corpo, estresse, insônia…). Quando se têm um animal em casa ele nos recebe com muito amor, fica ao nosso lado, demonstra sentimento por nós e consegue nos tirar um sorriso que seja, ou até uma distração no meio de tanta correria, julgamentos, críticas, injustiças, o que acaba funcionando como remédio, como escape, até ocorrem alterações nos níveis de noradrenalina e serotonina (dentre outros hormônios responsáveis pela diminuição da ansiedade).

Se existe uma coisa que o animal de estimação sabe fazer é amar, e melhor que isso, demonstrar. Saia de casa e vá até seu carro na garagem sem seu animal, em questão de 10 segundos mantenha-se ausente e retorne… Ele te recebe como se você estivesse um mês fora de casa, ele abana o rabo, faz festa, chora de emoção (sim! eles choram de alegria!).

Agora quero falar o que observo na interação com o animal de estimação. Ter um animal faz com que as pessoas se exercitem mais (ao passear, ao brincar), se socializem mais (com amigos, vizinhos, até desconhecidos na rua ou parque), se libertem, muitas vezes, da pressão do cotidiano. A companhia de um animal tende a minimizar momentos difíceis da vida (doença, morte, separações…) evitando assim o isolamento social. Para pessoas que vivem sozinhas na terceira idade é uma companhia indispensável, podendo funcionar como prevenção a quadros depressivos. Para as crianças, essa convivência, auxilia no seu desenvolvimento humano (organização, responsabilidade, cuidados, amor, disciplina… tudo isso através do cuidado).

Há quem critique o “exagero” em se relacionar com os animais. Acredito que se faz bem para uma família, por que não tê-los? Pode fazer bem para uns, para outros não, assim como outras escolhas que fazemos na vida… Cabe a cada um escolher, se relacionar e permitir-se. E é claro, sem exageros. Respeitar as escolhas e relações dos outros é um ponto importante que também precisamos aprender… De uma coisa eu tenho certeza, quem tem um padrão de não se relacionar, de não ter empatia, de não se comunicar, de se isolar, precisa de um animal de estimação para aprender coisas leves e gostosas da vida!

Psicóloga Relacional Sistêmica
Talita M. Bulgacov